domingo, 2 de novembro de 2008
É claro que apesar de toda a vigilância e conselhos da família uma hora eu ia namorar. E aconteceu. E havia regras e mais regras sobre o namoro naquela época, e uma série de mitos que mais serviam para confundir e para nos despertar sentimento de culpa que para nos afastar das "coisas erradas".A ignorância era tanta que tive uma amiga que se casou achando que estava grávida aos 16 anos, abandonou a escola e tudo mais. Os meses se passavam e nada de barriga. Foram ao médico e ela e o marido - de 18 anos - descobriram que não só ela não estava grávida como ainda era virgem. Simplesmente não sabiam O QUE OU COMO fazer as coisas.
Havia muitos mitos, do tipo "se deixar o namorado passar a mão nos seios eles vão cair" ou então que se uma menina não fosse virgem todo mundo perceberia porque suas pernas ficariam separadas como de um jogador de futebol de pernas tortas.
Algumas de nós quando perdiam a virgindade ficavam pelos cantos, achando que estava escrito em suas testas e que assim que descobrissem a "grande verdade" seriam banidas do mundo. Hoje ninguém dá tanto valor a essas coisas e a informação está ao alcance de qualquer pessoa. Mas quando eu iniciei minha vida sentimental isso não havia.
Só fui descobrir como se faziam bebês aos 13 anos e foi um choque, o mundo acabou para mim. Fiquei dias deprimida sentindo que tinham traído minha confiança, não entendia como pessoas que eu amava e respeitava podiam dar-se ao desfrute de fazer "aquelas coisas". Decidi não me casar nunca, para não ter que me sujeitar também. Anos mais tarde descobri que "aquelas coisas" não são feias, pelo contrário, são bonitas, boas e fazem um bem danado!













